O facto de ser professor, não sublima o egoísmo inato, inerente à natureza de um ser e é ele que implica tanto amor ao transmitir saberes, valores, ele coloca todo o seu afinco para se ver projectado nos seus alunos, logo todo este comportamento tem uma ética deontológica.
Sendo a deontologia o conjunto normativo de imposições que deve orientar, seja qual for a profissão numa igualdade de tratamento a todos que recorram à sua prestação o mais possível dirigida ao bem estar.
Jereny Benyltan considera a deontologia como uma ciência do “conveniente” porque se destina a que o maior número de pessoas alcancem o “prazer sem qualquer dor”, para que assim fosse o exercício de uma actividade profissional não estaria sujeita a uma ética.
A deontologia profissional, no âmbito educativo está presente nas obrigações e responsabilidades que a sociedade dá a cada educador e que por sua vez o educador impõe a si próprio os quais derivam do poder e dos limites da educação, implícitos na legislação. Eles são responsáveis pela formação de gerações que procuram na educação valores morais e teoria do conhecimento para além dos conteúdos de aprendizagem das actividades educativas.
Eric Ashby defende “um juramento para a profissão docente, semelhante ao juramento de Hipócrates” que vise a deontologia do professor relacionada consigo próprio, com os colegas, com os alunos e com o contexto social.
O Estatuto da Carreira dos Profissionais de Educação em Portugal, estabelece os direitos e os deveres dos professores em vários pontos.
Mas não pode existir unicamente uma deontologia para o professor este processo requer a deontologia dos pais e de outros agentes educativos que numa interacção permitam uma mais valia dos seus saberes e hoje em dia há uma inexistência [os pais têm o dia ocupado com a sua actividade profissional ], para com os educandos. Para estes pais a escola assume todo o papel educativo e também para uma melhoria curricular dos seus filhos, por sua vez estes desfrutam actualmente do ensino/aprendizagem mais liberal o que os leva a confundir liberdade com libertinagem, que tentam impor junto aos educadores e outros agentes educativos.
Como a educação não é só limitada ao espaço escola, ela é sujeita a hierarquias que visam uma educação de qualidade, logo surge uma deontologia dos administradores e dos políticos
da educação. A finalidade destes está direccionada para a adequação dos sistemas educativos e sociedade [exige dignificação do sistema educativo].
A comunicação social passou também a ter um papel educativo levando os educandos a adquirir saberes, valores culturais, assim a escola deixou de ser unicamente o espaço educativo, mas aqui também tem que existir uma deontologia educacional, na linguagem adequada á faixa etária a quem se dirige a informação para que esta seja pedagogicamente de informar e não de deformar.
Agentes culturais a deontologia que se aplica é o dever que estes têm no processo educativo, quando transmitem qualquer saber, este tem que estar bem fundamentado e assim levar a cultura ao educando.
Na sociedade contemporânea generalizou – se o ensino a todos o que torna o trabalho do professor mais complexo e diferenciado assim como o seu desempenho. Logo esta profissão adquiriu um estatuto que implica direitos e deveres.
Ser professor tem como objectivo a “formação humana” o que leva a ter presente a ética que conduz esta profissão que se vai reflectir na relação pedagógica com todos os intervenientes que fazem parte da comunidade escolar e sociedade.
A ética da profissão docente depende do comportamento do docente e dos valores que este considera importantes no seu desempenho.
Contudo a “experiência ética” dos professores deverá ter um código, para que se torne “objecto de reflexão e de debate”.
Este será um código deontológico, dirigido unicamente a profissionais de educação e que como outros não seja dependente do poder político e administrativo.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
As Bibliotecas
A sociedade da informação é uma realidade que está aí, é uma evidência a que ninguém pode escapar, pelo que faz todo o sentido alargar as redes de comunicação e informação a todas as localidades, urbanas e rurais.
Nesta sociedade em que vivemos, é indispensável estar-se informado, actualizado, sob pena de se ser considerado pouco literado.
As Bibliotecas Públicas têm um importante contributo a dar aos processos de desenvolvimento global, integrado e qualitativo das diversas comunidades. Estas caracterizam-se por ser um espaço social e um recurso de grande importância que tem como objectivo dar resposta às necessidades dos cidadãos em matéria de informação, educação, cultura de natureza formativa, informativa e lazer. Promovem a auto-formação e a aprendizagem ao longo da vida.
As bibliotecas inserem-se nas redes de parceria. As redes de parceria emergem assim como um conceito chave para pensar e agir a acção educativa a nível local, combinando-a com estratégias de desenvolvimento.
A Biblioteca Pública por pensar que é urgente proporcionar a todos o acesso à informação e dotar as pessoas de novas competências independentemente da sua condição social, económica, da faixa etéria, da condição fisíca, nacionalidade, ética e religiosa, utiliza estratégias criando serviços destinados a indivíduos a quem é impossível frequentar a biblioteca como reclusos, hospitalizado e deficientes a lidarem com as suas situações especificas, indivíduos do meio rural, manter os imigrantes em permanente contacto com o seu país e no combate à solidãos. Esta prestação é feita através de Bibliotecas Itinerantes apetrechadas com documentação e com suporte tecnologico moderno,”possibilitando o acesso ao catálogo colectivo de rede concelhia e o acesso à internet”(2009,Doc.01, p.15) e para outros através da Internet, com a colocação de e-books no blogue ou enviados por mail, quando os utentes têm acesso a esta a partir dos espaços onde se encontam. Ainda com carácter temporário poderão ser disponibilizados pela rede concelhia, recursos tecnológicos e de leitura em espaços
públicos como praias, jardins, transportes públicos, entre outros. Esta possibilidade das Biblioteca Pública de criarem “ambientes digitais alfabetizadores, promotores da literacia e apartir dos quais , dentro e fora das suas paredes físicas, efectivamente começar a acompanhar aqueles que mais necessitam dos seus serviços e da sua mediação no acesso, uso e processamento de informação.”(Calixto, José; p.40) Todos estes materiais deverão ser adequados ao público alvo. A Unesco considera a Biblioteca Pública como uma “ força viva para a educação, cultura e informação, e como agente essencial para a promoção da paz e do bem-estar espiritual nas mentes dos homens e mulheres.”
Item 2
“ Entre as linhas orientadoras de bibliotecas para jovens consta a possível inclusão de consolas e jogos electrónicos”.
Ao longo dos tempos temos observado uma renovação e estruturação das bibliotecas, no sentido de se actualizarem e adaptarem ao tempo que vivemos, uma sociedade com exigências, com sede de informação. O rápido avanço das tecnologias veio impor uma remodelação destes espaços, não só no aspecto de recursos como também na criação de vários espaços dentro do mesmo espaço. Um espaço só dedicado às tecnologias da comunicação, com a intenção de cativar os jovens para a promoção de actividades lúdicas e ao mesmo tempo um apelo à sua aproximação.
Os vídeosjogos são de facto os mais procurados pelos jovens na ida à biblioteca, como tal estes são escolhidos cretiriosamente, atendendo à qualidade do software, já que são determinantes no desenvolvimento de aprendizagens adequadas.” É necessário envolver os jovens no planeamento dos serviços e programas.” (Linhas orientadoras dos Serviços de Bibliotecas para Jovens, p.3)
Actualmente os jogos digitais são portadores de uma linguagem informática que promove desenvolver as capacidades individuais, de parceria numa aprendizagem
colaborativa, criando oportunidades de tutoria entre pares, os intercâmbios entre eles são ricos em expressividade, emotividade, criatividade e autonomia que por sua vez proporcionam um aumento de confiança à medida que atingem soluções para a resolução do jogo em termos de sucesso.
A presença e orientação de um bibliotecário,” com formação e disponibilidade para dar resposta às necessidades específicas dos jovens”, neste espaço é fundamental no sentido de desenvolver nos jovens, um senso crítico que vá minimizar a má utilização das tecnologias. Ensinar os jovens a pôr as TIC ao serviço do seu desenvolvimento é uma mais valia. Os valores éticos, sociabilidade e a diversidade de culturas também são adquiridas através desta ferramenta a utilização adequada permite uma visão mais abrangente, enriquecedora, diferenciada.
Ler a partir de suportes digitais é para os jovens mais aliciante.
Os jovens que começam a frequentar a biblioteca com assiduidade em busca das consolas e jogos electrónicos, acabam mais cedo ou mais tarde, por começar a frequentar outros espaços de consulta e leitura, dentro do mesmo espaço.
Nesta sociedade em que vivemos, é indispensável estar-se informado, actualizado, sob pena de se ser considerado pouco literado.
As Bibliotecas Públicas têm um importante contributo a dar aos processos de desenvolvimento global, integrado e qualitativo das diversas comunidades. Estas caracterizam-se por ser um espaço social e um recurso de grande importância que tem como objectivo dar resposta às necessidades dos cidadãos em matéria de informação, educação, cultura de natureza formativa, informativa e lazer. Promovem a auto-formação e a aprendizagem ao longo da vida.
As bibliotecas inserem-se nas redes de parceria. As redes de parceria emergem assim como um conceito chave para pensar e agir a acção educativa a nível local, combinando-a com estratégias de desenvolvimento.
A Biblioteca Pública por pensar que é urgente proporcionar a todos o acesso à informação e dotar as pessoas de novas competências independentemente da sua condição social, económica, da faixa etéria, da condição fisíca, nacionalidade, ética e religiosa, utiliza estratégias criando serviços destinados a indivíduos a quem é impossível frequentar a biblioteca como reclusos, hospitalizado e deficientes a lidarem com as suas situações especificas, indivíduos do meio rural, manter os imigrantes em permanente contacto com o seu país e no combate à solidãos. Esta prestação é feita através de Bibliotecas Itinerantes apetrechadas com documentação e com suporte tecnologico moderno,”possibilitando o acesso ao catálogo colectivo de rede concelhia e o acesso à internet”(2009,Doc.01, p.15) e para outros através da Internet, com a colocação de e-books no blogue ou enviados por mail, quando os utentes têm acesso a esta a partir dos espaços onde se encontam. Ainda com carácter temporário poderão ser disponibilizados pela rede concelhia, recursos tecnológicos e de leitura em espaços
públicos como praias, jardins, transportes públicos, entre outros. Esta possibilidade das Biblioteca Pública de criarem “ambientes digitais alfabetizadores, promotores da literacia e apartir dos quais , dentro e fora das suas paredes físicas, efectivamente começar a acompanhar aqueles que mais necessitam dos seus serviços e da sua mediação no acesso, uso e processamento de informação.”(Calixto, José; p.40) Todos estes materiais deverão ser adequados ao público alvo. A Unesco considera a Biblioteca Pública como uma “ força viva para a educação, cultura e informação, e como agente essencial para a promoção da paz e do bem-estar espiritual nas mentes dos homens e mulheres.”
Item 2
“ Entre as linhas orientadoras de bibliotecas para jovens consta a possível inclusão de consolas e jogos electrónicos”.
Ao longo dos tempos temos observado uma renovação e estruturação das bibliotecas, no sentido de se actualizarem e adaptarem ao tempo que vivemos, uma sociedade com exigências, com sede de informação. O rápido avanço das tecnologias veio impor uma remodelação destes espaços, não só no aspecto de recursos como também na criação de vários espaços dentro do mesmo espaço. Um espaço só dedicado às tecnologias da comunicação, com a intenção de cativar os jovens para a promoção de actividades lúdicas e ao mesmo tempo um apelo à sua aproximação.
Os vídeosjogos são de facto os mais procurados pelos jovens na ida à biblioteca, como tal estes são escolhidos cretiriosamente, atendendo à qualidade do software, já que são determinantes no desenvolvimento de aprendizagens adequadas.” É necessário envolver os jovens no planeamento dos serviços e programas.” (Linhas orientadoras dos Serviços de Bibliotecas para Jovens, p.3)
Actualmente os jogos digitais são portadores de uma linguagem informática que promove desenvolver as capacidades individuais, de parceria numa aprendizagem
colaborativa, criando oportunidades de tutoria entre pares, os intercâmbios entre eles são ricos em expressividade, emotividade, criatividade e autonomia que por sua vez proporcionam um aumento de confiança à medida que atingem soluções para a resolução do jogo em termos de sucesso.
A presença e orientação de um bibliotecário,” com formação e disponibilidade para dar resposta às necessidades específicas dos jovens”, neste espaço é fundamental no sentido de desenvolver nos jovens, um senso crítico que vá minimizar a má utilização das tecnologias. Ensinar os jovens a pôr as TIC ao serviço do seu desenvolvimento é uma mais valia. Os valores éticos, sociabilidade e a diversidade de culturas também são adquiridas através desta ferramenta a utilização adequada permite uma visão mais abrangente, enriquecedora, diferenciada.
Ler a partir de suportes digitais é para os jovens mais aliciante.
Os jovens que começam a frequentar a biblioteca com assiduidade em busca das consolas e jogos electrónicos, acabam mais cedo ou mais tarde, por começar a frequentar outros espaços de consulta e leitura, dentro do mesmo espaço.
Criança SEC,XX-CRIANÇA SEC.XXI
O século XX demarca-se pela preocupação em relação à criança como ser humano com direitos próprios.
Após as atrocidades da Segunda Guerra Mundial, surge uma consciência de valores em que seria necessário uma adopção de normas universais que protegessem as crianças.
“ As declarações dos direitos das crianças surgem no Século XX e têm como propositoras a Sociedade das Nações (SDN) que vigorou entre a I e a II Guerra Mundial e a Organização das Nações Unidas (ONU) criada na sequência deste último conflito” (Formosinho, p.27).
O mundo evoluiu e com ele os vários campos da ciência, colocando a criança numa posição de “alvo” de estudos por parte de Governos e Organizações não governamentais” Save the Children Fund; Union Internacional de Secous aux Enfants (UISE), criado em Genebra pela mesma com o apoio do Presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Gustavo Ader; UIPE, criada em Bruxelas com o apoio do Papa BentoXV. Também a Organização Nacional do Trabalho.” (Formosinho, p.28) que tiveram uma função determinante na enunciação dos direitos da criança.
É precisamente no auge desta transformação de comportamentos e pensamentos, que no ano de 1946, nasce Diogo, filho único de pais jovens e de agricultores abastados da região do interior algarvio, Serra do Caldeirão mais precisamente numa Aldeia. O patriarca desta família era seu avô materno, homem que tinha vivências da Segunda Guerra Mundial, letrado e com influência na sua terra. Tornou-se para seu neto um modelo de valores morais e éticos.
Nesta altura o Estado já se tinha incumbido de criar Instituições Escolares, abertas a todas as crianças, independentemente da sua origem económica, social, religiosa e étnica, uniformizando e homogeneizando o seu “público” Foi nesta escola que Diogo iniciou as suas aprendizagens e concluiu a quarta classe. Fez aprendizagens de vida como reconhecer embora de forma pouco consciente que alguns dos seus colegas não compareciam à escola para ficarem a ajudar os seus pais na agro-pecuária, outros porque eram nómadas e colaboravam com seus progenitores em alturas de feiras e mercados. Estas crianças ficaram muitas delas analfabetas ou apenas com conhecimentos mínimos de literacia da escrita e da leitura para poderem governar a vida.
Diogo brincava na rua com as outras crianças para ocupar o seu tempo livre de lazer e ócio; jogando ao berlinde; ao pião e com o arco; aproveitavam os recursos naturais: exploravam minas com curiosidade de ver como era, andavam de bicicleta; de burro por montes e vales e pela Aldeia.
A criança, embora fosse “criança”, nesta época tinha noção dos seus deveres, sabendo comportar-se em diversos e distintos contextos educacionais e de valores.
Aos dez anos passou a ser educado no Colégio Manuel Bernardes, em Lisboa até ingressar na Faculdade de Medicina , ainda criança (17 anos).
Esta família fez parte da “geração silenciosa”, que viveu com uma disciplina rigorosa, educando os seus descendentes para que fossem obedientes, incapazes de questionar decisões. Aprenderam a poupar, com base nos seus rendimentos e trabalho.
Neste Século “tornaram-se relevantes as declarações dos direitos da criança iniciadas pela Sociedade das Nações (1924) e continuando com a ONU (1959,1989).” (Formosinho, p.27).
A 1ª Declaração Universal dos Direitos da Criança da ONU, aprovada na Assembleia-Geral de 20 de Novembro de 1959, é uma declaração maior que a 1ª mas constituída apenas por dez princípios não vinculativos.
No âmbito da ONU, foi criada a UNICEF (United Nations Internacional Children´s Emergency Fund) como secção da UNESCO.
A situação da infância em Portugal e no Mundo foi melhorando expressivamente ao longo do Século XX, chamado por alguns “século das crianças”.
O marco na afirmação dos direitos da criança é a Constituição de 1989 e a Carta Europeia, em que Estados se tornam responsáveis pelo seu cumprimento. A União Europeia preocupou-se em criar legislação para complementar as já existentes na Constituição. Portugal, como país empenhado no bem-estar social dos seus cidadãos, criou normas internas que complementassem e concretizassem as advertências internacionais.
A queda das fronteiras entre os países da Comunidade Europeia, a proximidade entre nações e a grande mobilidade das populações faz com que, indirectamente, surjam novos comportamentos. É esta a realidade do Século XXI.
Carolina tem oito anos e é a mais velha de três irmãos. A Carolina é uma rapariga que sabe contar histórias de humor como ninguém. Consegue pôr qualquer pessoa a rir, mesmo os professores, porque tem uma pronúncia engraçada. Mas nem todos os colegas gostam dela. Veste-se de forma diferente e não se mistura muito, parece que prefere afastar-se. Os pais de Carolina separaram-se há uns tempos, não sei exactamente quando. O que sei é que Carolina falta às aulas e já apanhou algumas faltas por não ter consigo o material escolar. Carolina justifica-se que deixou em casa da mãe ou do pai. O seu ar não é convincente, mas ninguém a conhece bem porque não procura os colegas para conviver e também porque parece não falar a sério.
Um dia casualmente sentei-me a almoçar à sua frente no refeitório. Conversamos um pouco… Carolina, contou-me as suas vivências familiares.
Se nos dermos ao trabalho de observar, descobrimos muitas crianças diferentes umas das outras. Não é só o caso da Carolina. Uns são raparigas outros são rapazes; uns vivem com ambos os pais; outros apenas com o pai ou com a mãe; uns têm muitos jogos electrónicos, outros menos; uns praticam uma modalidade de desporto, outros praticam outras; uns falam o português, outros falam diversificadas línguas e possuem nacionalidades diferentes, existindo também uma diversidade cultural com padrões de cultura.
Poderíamos questionar: que têm todas estes seres em comum? São crianças com os mesmos direitos universais. Uma criança é um ser dotado de consciência, de razão, de dignidade, um ser para quem a liberdade é construtiva, desde que orientada com valores morais e éticos pelos seus pais, ou seus representantes legais ou na falta destes pelo próprio Estado .
A evolução extremamente rápida a que assistimos, resultante da acção das novas tecnologias de informação e comunicação e a globalização dos mercados económicos, leva a que a sociedade portuguesa crie mecanismos de adaptação de modo a não passar ao lado destas transformações.
O défice de escolarização em Portugal é baixo. “ Privar os indivíduos nomeadamente as crianças, do exercício do direito à educação é privá-los do exercício de uma cidadania plena e de uma capacidade de reivindicações e usufruto da totalidade dos direitos e liberdades que lhe estão consagrados.” (Formosinho, p.89).
Após as atrocidades da Segunda Guerra Mundial, surge uma consciência de valores em que seria necessário uma adopção de normas universais que protegessem as crianças.
“ As declarações dos direitos das crianças surgem no Século XX e têm como propositoras a Sociedade das Nações (SDN) que vigorou entre a I e a II Guerra Mundial e a Organização das Nações Unidas (ONU) criada na sequência deste último conflito” (Formosinho, p.27).
O mundo evoluiu e com ele os vários campos da ciência, colocando a criança numa posição de “alvo” de estudos por parte de Governos e Organizações não governamentais” Save the Children Fund; Union Internacional de Secous aux Enfants (UISE), criado em Genebra pela mesma com o apoio do Presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Gustavo Ader; UIPE, criada em Bruxelas com o apoio do Papa BentoXV. Também a Organização Nacional do Trabalho.” (Formosinho, p.28) que tiveram uma função determinante na enunciação dos direitos da criança.
É precisamente no auge desta transformação de comportamentos e pensamentos, que no ano de 1946, nasce Diogo, filho único de pais jovens e de agricultores abastados da região do interior algarvio, Serra do Caldeirão mais precisamente numa Aldeia. O patriarca desta família era seu avô materno, homem que tinha vivências da Segunda Guerra Mundial, letrado e com influência na sua terra. Tornou-se para seu neto um modelo de valores morais e éticos.
Nesta altura o Estado já se tinha incumbido de criar Instituições Escolares, abertas a todas as crianças, independentemente da sua origem económica, social, religiosa e étnica, uniformizando e homogeneizando o seu “público” Foi nesta escola que Diogo iniciou as suas aprendizagens e concluiu a quarta classe. Fez aprendizagens de vida como reconhecer embora de forma pouco consciente que alguns dos seus colegas não compareciam à escola para ficarem a ajudar os seus pais na agro-pecuária, outros porque eram nómadas e colaboravam com seus progenitores em alturas de feiras e mercados. Estas crianças ficaram muitas delas analfabetas ou apenas com conhecimentos mínimos de literacia da escrita e da leitura para poderem governar a vida.
Diogo brincava na rua com as outras crianças para ocupar o seu tempo livre de lazer e ócio; jogando ao berlinde; ao pião e com o arco; aproveitavam os recursos naturais: exploravam minas com curiosidade de ver como era, andavam de bicicleta; de burro por montes e vales e pela Aldeia.
A criança, embora fosse “criança”, nesta época tinha noção dos seus deveres, sabendo comportar-se em diversos e distintos contextos educacionais e de valores.
Aos dez anos passou a ser educado no Colégio Manuel Bernardes, em Lisboa até ingressar na Faculdade de Medicina , ainda criança (17 anos).
Esta família fez parte da “geração silenciosa”, que viveu com uma disciplina rigorosa, educando os seus descendentes para que fossem obedientes, incapazes de questionar decisões. Aprenderam a poupar, com base nos seus rendimentos e trabalho.
Neste Século “tornaram-se relevantes as declarações dos direitos da criança iniciadas pela Sociedade das Nações (1924) e continuando com a ONU (1959,1989).” (Formosinho, p.27).
A 1ª Declaração Universal dos Direitos da Criança da ONU, aprovada na Assembleia-Geral de 20 de Novembro de 1959, é uma declaração maior que a 1ª mas constituída apenas por dez princípios não vinculativos.
No âmbito da ONU, foi criada a UNICEF (United Nations Internacional Children´s Emergency Fund) como secção da UNESCO.
A situação da infância em Portugal e no Mundo foi melhorando expressivamente ao longo do Século XX, chamado por alguns “século das crianças”.
O marco na afirmação dos direitos da criança é a Constituição de 1989 e a Carta Europeia, em que Estados se tornam responsáveis pelo seu cumprimento. A União Europeia preocupou-se em criar legislação para complementar as já existentes na Constituição. Portugal, como país empenhado no bem-estar social dos seus cidadãos, criou normas internas que complementassem e concretizassem as advertências internacionais.
A queda das fronteiras entre os países da Comunidade Europeia, a proximidade entre nações e a grande mobilidade das populações faz com que, indirectamente, surjam novos comportamentos. É esta a realidade do Século XXI.
Carolina tem oito anos e é a mais velha de três irmãos. A Carolina é uma rapariga que sabe contar histórias de humor como ninguém. Consegue pôr qualquer pessoa a rir, mesmo os professores, porque tem uma pronúncia engraçada. Mas nem todos os colegas gostam dela. Veste-se de forma diferente e não se mistura muito, parece que prefere afastar-se. Os pais de Carolina separaram-se há uns tempos, não sei exactamente quando. O que sei é que Carolina falta às aulas e já apanhou algumas faltas por não ter consigo o material escolar. Carolina justifica-se que deixou em casa da mãe ou do pai. O seu ar não é convincente, mas ninguém a conhece bem porque não procura os colegas para conviver e também porque parece não falar a sério.
Um dia casualmente sentei-me a almoçar à sua frente no refeitório. Conversamos um pouco… Carolina, contou-me as suas vivências familiares.
Se nos dermos ao trabalho de observar, descobrimos muitas crianças diferentes umas das outras. Não é só o caso da Carolina. Uns são raparigas outros são rapazes; uns vivem com ambos os pais; outros apenas com o pai ou com a mãe; uns têm muitos jogos electrónicos, outros menos; uns praticam uma modalidade de desporto, outros praticam outras; uns falam o português, outros falam diversificadas línguas e possuem nacionalidades diferentes, existindo também uma diversidade cultural com padrões de cultura.
Poderíamos questionar: que têm todas estes seres em comum? São crianças com os mesmos direitos universais. Uma criança é um ser dotado de consciência, de razão, de dignidade, um ser para quem a liberdade é construtiva, desde que orientada com valores morais e éticos pelos seus pais, ou seus representantes legais ou na falta destes pelo próprio Estado .
A evolução extremamente rápida a que assistimos, resultante da acção das novas tecnologias de informação e comunicação e a globalização dos mercados económicos, leva a que a sociedade portuguesa crie mecanismos de adaptação de modo a não passar ao lado destas transformações.
O défice de escolarização em Portugal é baixo. “ Privar os indivíduos nomeadamente as crianças, do exercício do direito à educação é privá-los do exercício de uma cidadania plena e de uma capacidade de reivindicações e usufruto da totalidade dos direitos e liberdades que lhe estão consagrados.” (Formosinho, p.89).
As Lengalengas
As crianças utilizam naturalmente as lengalengas que se caracterizam por ser um texto, construído a partir de frases curtas, que de uma forma geral rimam, e que ajuda a memorizá-lo. Há uma repetição de sons, de palavras ou expressões e de rimas, numa cadência. Elas criam um envolvimento com a criança, o que permite de uma forma lúdica e espontânea a exploração da linguagem oral. Este carácter lúdico responde a necessidades primordiais do ser humano, de se exteriorizar no contexto de comunicar. Estas crianças utilizam simultaneamente uma linguagem verbal e gestual com falha na aquisição de técnicas que permitam resolver as dificuldades da colocação da voz e dicção. As consoantes devem ser pronunciadas assim como as sílabas articuladas para que sejam audíveis, e a letra da lengalenga entendida, o que não acontece, só entendemos porque conhecemos a língua. Não existe uma coordenação motora entre movimento e voz.
Todo este manancial do Património linguístico, transmitido de geração em geração, fazendo parte do currículo de língua portuguesa acaba por ser uma matéria-prima no desenvolvimento da voz, da dicção e do desenvolvimento da capacidade expressiva com musicalidade e impacto.
Praticar a leitura em voz alta poderá ser uma estratégia pertinente para o desenvolvimento e ampliação das qualidades vocálicas, da dicção, da articulação dos sons emitidos. A mensagem oral deverá ser portadora de clareza para que o ouvinte a recepcione bem.” Poderíamos quase dizer que a leitura em voz alta foi uma verdadeira decifração. Como se fosse necessário ouvir as articulações de um texto para captar as unidades semânticas, os processos e os utensílios funcionais dos textos. Em segundo lugar, podemos dizer que na Grécia antiga, a leitura em voz alta é uma espécie de instrumento, ou melhor, «de instrumentação verbal» destinada a ouvintes. (George Jean, 1999, p. 37).
Todo este manancial do Património linguístico, transmitido de geração em geração, fazendo parte do currículo de língua portuguesa acaba por ser uma matéria-prima no desenvolvimento da voz, da dicção e do desenvolvimento da capacidade expressiva com musicalidade e impacto.
Praticar a leitura em voz alta poderá ser uma estratégia pertinente para o desenvolvimento e ampliação das qualidades vocálicas, da dicção, da articulação dos sons emitidos. A mensagem oral deverá ser portadora de clareza para que o ouvinte a recepcione bem.” Poderíamos quase dizer que a leitura em voz alta foi uma verdadeira decifração. Como se fosse necessário ouvir as articulações de um texto para captar as unidades semânticas, os processos e os utensílios funcionais dos textos. Em segundo lugar, podemos dizer que na Grécia antiga, a leitura em voz alta é uma espécie de instrumento, ou melhor, «de instrumentação verbal» destinada a ouvintes. (George Jean, 1999, p. 37).
ERA UMA VEZ...
Era uma vez...é uma história feita por meninos do Jardim Escola João de Deus e foi-lhe dada voz por nós numa TERTÚLIA ONLINE, na Unidade de Voz e Dicção.Ora "ouvejam".
Link do youtube: http://www.youtube.com/watch?v=Q-2uA6ryefM
Link do youtube: http://www.youtube.com/watch?v=Q-2uA6ryefM
terça-feira, 12 de maio de 2009
domingo, 16 de novembro de 2008
O Professor
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Apresentação baseada no trabalho de AeD.
De: Maria Teresa Mascarenhas
Aprendizagem colaborativa
“O princípio da aprendizagem colaborativa pode ser o conceito mais importante para a aprendizagem online relacionada com a internet, uma vez que este princípio se relaciona com o forte poder sócio -afectivo e cognitivo da aprendizagem”.
A natureza assíncrona tanto permite como requer a aprendizagem colaborativa (Harasim). Mas Palloff e Pratt (1999) sugerem que uma comunidade online de sucesso inclui: Interacção activa envolvendo tanto o conteúdo do curso como comunicação pessoal, aprendizagem colaborativa demonstrada por comentários dirigidos primeiramente de aluno a aluno, em vez de aluno a instrutor. A análise é feita na base da sociabilidade e daí o questionamento é com intenção de atingir concordância (p.32).
Estes autores sugerem um espaço comunitário de aprendizagem, onde se identifiquem seis elementos chave para o sucesso online: honestidade, receptividade, cooperação, relevância, respeito, abertura e capacidade.
R.Wallace(2003)
“O princípio da aprendizagem colaborativa pode ser o conceito mais importante para a aprendizagem online relacionada com a internet, uma vez que este princípio se relaciona com o forte poder sócio -afectivo e cognitivo da aprendizagem”.
A natureza assíncrona tanto permite como requer a aprendizagem colaborativa (Harasim). Mas Palloff e Pratt (1999) sugerem que uma comunidade online de sucesso inclui: Interacção activa envolvendo tanto o conteúdo do curso como comunicação pessoal, aprendizagem colaborativa demonstrada por comentários dirigidos primeiramente de aluno a aluno, em vez de aluno a instrutor. A análise é feita na base da sociabilidade e daí o questionamento é com intenção de atingir concordância (p.32).
Estes autores sugerem um espaço comunitário de aprendizagem, onde se identifiquem seis elementos chave para o sucesso online: honestidade, receptividade, cooperação, relevância, respeito, abertura e capacidade.
R.Wallace(2003)
Aspectos positivos e negativos do e-learning
Aspectos positivos e negativos do e-learning
O principal objectivo do ensino à distância é proporcionar aos alunos a construção de saberes, utilizando como ferramenta principal o ensino on-line.
A metodologia do ensino a distância deve ser centrada no aluno, deve ser desenvolvida em pequenos grupos tutoriais, os conteúdos devem ser trabalhados de forma objectiva, o processo deve ser activo, cooperativo e integrado, deve estimular a discussão, a capacidade de aprender a aprender, o trabalho em equipa ( Educaweb.com ).
O conceito de EAD pode ser definido como um conjunto de metodologias e tecnologias que têm como objectivo a promoção do ensino e de aprendizagem através da utilização da Internet como dispositivo de mediação entre os intervenientes e de acesso a recursos. ( Richardson, 2000).
Em geral fala-se em três grandes variáveis que afectam o resultado final da aprendizagem, ou seja, o resultado final. O êxito do e-learning depende muito da qualidade dos conteúdos leccionados, tutoria a tempo inteiro, suporte tecnológico. De todas estas variáveis depende o êxito de uma acção de formação on-line.
O e-learning permite ao aluno uma flexibilidade de gestão do seu horário, è o formando que determina o seu ritmo, outra vantagem é a disponibilidade de acesso ilimitado a informação que pretende pesquisar, ao mesmo tempo proporciona ao aluno diferentes recursos de multimédia, áudio, vídeo, animações, gráficos, textos, o que torna o ensino e a aprendizagem mais interactiva e dinâmica. Permite ao aluno as mesmas oportunidades de aprendizagem, independentemente da sua periferia, face aos tecno pólos dos grandes centros de investigação, permite a maximização do processo ensino-aprendizagem pela minimização dos investimentos em infra-estruturas, que seriam insustentáveis em regiões mais periféricas e menos desenvolvidas.
“ Encontramo-nos, actualmente, perante uma mudança de paradigma do processo de transmissão de conhecimento, em que o professor deixa de ter um papel de fonte de conhecimento, para passar a ser um mediador de conhecimento. (painho,2001).
Outra das vantagens do e-learning é permitir que os alunos deixem de ser apenas destinatários passivos para passarem a ser participantes activos no processo aprendizagem. Por outro lado o fornecimento de informação deixa de utilizar os tradicionais suportes de papel, para utilizar conteúdos em formato digital, de maior interactividade e até mesmo sincronicidade. Por sua vez o professor deixa de ser o transmissor do saber e passa a ser um estimulador e parceiro do estudante na descoberta do conhecimento. Deve por isso orientar a discussão de modo a abordar os objectivos, previamente definidos, para que estes sejam mais facilmente apreendidos pelos alunos, deve também estimular o aluno para que este aprofunde o tema em discussão. Em suma o tutor deve estimular os alunos a atingirem os objectivos a que se propuseram a atingir, ou seja, que aprendam a identificar e a “dissecar” um problema, envolvê-los numa dinâmica de grupo. A ausência desta orientação torna-se numa desvantagem que põem em causa o e-learning.
Assim as tradicionais salas de aula são substituídas por comunidades virtuais, uma vez conectado à Internet, o aluno estuda sem sair de casa, interagindo com os professores por chat, e-mail e fóruns de discussão, onde se assiste a discussão das diversas matérias que constituem as diversas disciplinas em curso.
O ensino online permite que o aluno aprenda a um ritmo próprio, que aprofunda os conteúdos de acordo com as necessidades dos mesmos, associando a teoria a múltiplas actividades praticadas. Simplifica o acesso à formação para os cidadãos com necessidades especiais, desenvolve novas competências e formas de trabalhar fundamentais para conduzir de forma autónoma a pesquisa na internet, favorece novos modelos de gestão da formação e dos recursos humanos, contribui para articular a formação, por um lado, com a avaliação de desempenho dos funcionários e das organizações, por outro lado, com a avaliação das necessidades de formação.
Neste capítulo proponho algumas reflexões sobre as práticas do e-learning, através de uma pesquisa de opinião realizada aos alunos da Faculdade Veiga de Almeida.
Num universo de 210 questionários respondidos, chegámos a algumas conclusões, baseadas na nossa interpretação.
Relativamente a tutoria os aspectos positivos apontados pelos alunos foram que esta é excelente e muito flexível; o professor é comunicativo e ajuda bastante. O tutor está sempre em dia com as correcções das avaliações e actividade praticadas. Os monitores são atenciosos e procuram sempre resolver as dúvidas dos alunos. O suporte utilizado pelos monitores é considerado bom. Os monitores respondem sempre com rapidez.
Relativamente a administração do tempo, as vantagens apontadas pelos alunos são a possibilidade de estudar uma disciplina se obrigação de um horário fixo na faculdade; “ Fazendo a disciplina on line tive mais tempo para estudar as outras matérias e pude ler e fazer os exercícios com mais tranquilidade.” “ A disciplina on line permite escolher a hora de estudar sem a pressão que um horário fixo causa em pessoas como a maioria de nós, que estuda à noite e trabalha durante o dia.”
Outra das vantagens apontadas pelos alunos refere-se a autonomia e flexibilidade para estudar online, ou seja, poder fazer tudo pela intenet, economizar tempo e dinheiro, pois não é preciso ir à faculdade para assistir as aulas.
O design gráfico a opinião dos alunos é de que “ Os textos são simples de entender e com muitas imagens para simplificar a leitura”. “ A forma como a disciplina é apresentada, com bons conceitos e argumentos dos assuntos abordados, e as belas fotos e animações, fazem-nos ficar “presos” à tela”.
No que se refere aos conteúdos, os alunos consideram que os programas são bem elaborados, destacando o dinamismo proposto pelas tarefas, avaliações e as recomendações de leitura. O conteúdo programático é muito rico, produtivo e incentivador, contribuindo para melhorar os índices de auto confiança.
Segundo os alunos o material para impressão “ ajuda muito pois pode ler-se quantas vezes se quiser”, quanto às actividades praticadas a opinião é de que “ a quantidade de actividades propostas é grande, isto só vem enriquecer o conteúdo da disciplina e a facilidade de entendimento dos temas propostos, assim como as mesmas fazem com que os alunos pensem e reflitam e estudem”.
Na interacção online, os alunos reconhecem a “ possibilidade de se conhecer colegas de outros cursos e de outras cidades”.
Por último no que se refere a participação em disciplinas online os alunos desta faculdade tecem os seguintes comentários “ acredito que o aluno faça a Universidade! Adoro estudar! As disciplinas online deixam-me livre. Estudo todos os dias à hora que posso” (…) “ uma nova experiência que valeu muito a pena e que vou repetir no próximo semestre” (…) “ adorei a oportunidade de aprender de forma diferente: dinâmica independente” (…) “ penso que seria maravilhoso se as Universidades oferecessem mais matérias online, porque elas facilitam a nossa vida”.
Nesta pesquisa de opinião, segundo a avaliação dos alunos, vários são os aspectos que devem ser melhorados e que passo a referir, dificuldades de alguns alunos em aceder a internet; redução do tempo de resposta de alguns tutores para esclarecer dúvidas e corrigir as avaliações online; falta de tempo de alguns alunos para realizar as tarefas solicitadas pelas disciplinas online; falta de disciplina e organizações pessoais de alguns alunos para estudar de maneira autónoma e independente.
Ao longo deste trabalho foram destacados mais aspectos positivos do que negativos do e-learning, no entanto parece-me pertinente referir quatro aspectos que podem por em causa o e-learnig: resistências mentais à nova metedologia de aprendizagem, literacia tecnológica precária, acesso à Internet dispendioso, cursos que nem sempre vão de encontro aos interesses/expectativas dos formandos.
No e-learning tudo tem de estar bem estruturado sendo imprescindível estabelecer prazos para que o mesmo tenha êxito. Para que tal seja verificado, é fundamental, que a tutoria dê uma resposta efectiva às necessidades dos formandos ao nível da motivação, levantamento de problemas, discussão, autonomia e na dinâmica de grupo.
O principal objectivo do ensino à distância é proporcionar aos alunos a construção de saberes, utilizando como ferramenta principal o ensino on-line.
A metodologia do ensino a distância deve ser centrada no aluno, deve ser desenvolvida em pequenos grupos tutoriais, os conteúdos devem ser trabalhados de forma objectiva, o processo deve ser activo, cooperativo e integrado, deve estimular a discussão, a capacidade de aprender a aprender, o trabalho em equipa ( Educaweb.com ).
O conceito de EAD pode ser definido como um conjunto de metodologias e tecnologias que têm como objectivo a promoção do ensino e de aprendizagem através da utilização da Internet como dispositivo de mediação entre os intervenientes e de acesso a recursos. ( Richardson, 2000).
Em geral fala-se em três grandes variáveis que afectam o resultado final da aprendizagem, ou seja, o resultado final. O êxito do e-learning depende muito da qualidade dos conteúdos leccionados, tutoria a tempo inteiro, suporte tecnológico. De todas estas variáveis depende o êxito de uma acção de formação on-line.
O e-learning permite ao aluno uma flexibilidade de gestão do seu horário, è o formando que determina o seu ritmo, outra vantagem é a disponibilidade de acesso ilimitado a informação que pretende pesquisar, ao mesmo tempo proporciona ao aluno diferentes recursos de multimédia, áudio, vídeo, animações, gráficos, textos, o que torna o ensino e a aprendizagem mais interactiva e dinâmica. Permite ao aluno as mesmas oportunidades de aprendizagem, independentemente da sua periferia, face aos tecno pólos dos grandes centros de investigação, permite a maximização do processo ensino-aprendizagem pela minimização dos investimentos em infra-estruturas, que seriam insustentáveis em regiões mais periféricas e menos desenvolvidas.
“ Encontramo-nos, actualmente, perante uma mudança de paradigma do processo de transmissão de conhecimento, em que o professor deixa de ter um papel de fonte de conhecimento, para passar a ser um mediador de conhecimento. (painho,2001).
Outra das vantagens do e-learning é permitir que os alunos deixem de ser apenas destinatários passivos para passarem a ser participantes activos no processo aprendizagem. Por outro lado o fornecimento de informação deixa de utilizar os tradicionais suportes de papel, para utilizar conteúdos em formato digital, de maior interactividade e até mesmo sincronicidade. Por sua vez o professor deixa de ser o transmissor do saber e passa a ser um estimulador e parceiro do estudante na descoberta do conhecimento. Deve por isso orientar a discussão de modo a abordar os objectivos, previamente definidos, para que estes sejam mais facilmente apreendidos pelos alunos, deve também estimular o aluno para que este aprofunde o tema em discussão. Em suma o tutor deve estimular os alunos a atingirem os objectivos a que se propuseram a atingir, ou seja, que aprendam a identificar e a “dissecar” um problema, envolvê-los numa dinâmica de grupo. A ausência desta orientação torna-se numa desvantagem que põem em causa o e-learning.
Assim as tradicionais salas de aula são substituídas por comunidades virtuais, uma vez conectado à Internet, o aluno estuda sem sair de casa, interagindo com os professores por chat, e-mail e fóruns de discussão, onde se assiste a discussão das diversas matérias que constituem as diversas disciplinas em curso.
O ensino online permite que o aluno aprenda a um ritmo próprio, que aprofunda os conteúdos de acordo com as necessidades dos mesmos, associando a teoria a múltiplas actividades praticadas. Simplifica o acesso à formação para os cidadãos com necessidades especiais, desenvolve novas competências e formas de trabalhar fundamentais para conduzir de forma autónoma a pesquisa na internet, favorece novos modelos de gestão da formação e dos recursos humanos, contribui para articular a formação, por um lado, com a avaliação de desempenho dos funcionários e das organizações, por outro lado, com a avaliação das necessidades de formação.
Neste capítulo proponho algumas reflexões sobre as práticas do e-learning, através de uma pesquisa de opinião realizada aos alunos da Faculdade Veiga de Almeida.
Num universo de 210 questionários respondidos, chegámos a algumas conclusões, baseadas na nossa interpretação.
Relativamente a tutoria os aspectos positivos apontados pelos alunos foram que esta é excelente e muito flexível; o professor é comunicativo e ajuda bastante. O tutor está sempre em dia com as correcções das avaliações e actividade praticadas. Os monitores são atenciosos e procuram sempre resolver as dúvidas dos alunos. O suporte utilizado pelos monitores é considerado bom. Os monitores respondem sempre com rapidez.
Relativamente a administração do tempo, as vantagens apontadas pelos alunos são a possibilidade de estudar uma disciplina se obrigação de um horário fixo na faculdade; “ Fazendo a disciplina on line tive mais tempo para estudar as outras matérias e pude ler e fazer os exercícios com mais tranquilidade.” “ A disciplina on line permite escolher a hora de estudar sem a pressão que um horário fixo causa em pessoas como a maioria de nós, que estuda à noite e trabalha durante o dia.”
Outra das vantagens apontadas pelos alunos refere-se a autonomia e flexibilidade para estudar online, ou seja, poder fazer tudo pela intenet, economizar tempo e dinheiro, pois não é preciso ir à faculdade para assistir as aulas.
O design gráfico a opinião dos alunos é de que “ Os textos são simples de entender e com muitas imagens para simplificar a leitura”. “ A forma como a disciplina é apresentada, com bons conceitos e argumentos dos assuntos abordados, e as belas fotos e animações, fazem-nos ficar “presos” à tela”.
No que se refere aos conteúdos, os alunos consideram que os programas são bem elaborados, destacando o dinamismo proposto pelas tarefas, avaliações e as recomendações de leitura. O conteúdo programático é muito rico, produtivo e incentivador, contribuindo para melhorar os índices de auto confiança.
Segundo os alunos o material para impressão “ ajuda muito pois pode ler-se quantas vezes se quiser”, quanto às actividades praticadas a opinião é de que “ a quantidade de actividades propostas é grande, isto só vem enriquecer o conteúdo da disciplina e a facilidade de entendimento dos temas propostos, assim como as mesmas fazem com que os alunos pensem e reflitam e estudem”.
Na interacção online, os alunos reconhecem a “ possibilidade de se conhecer colegas de outros cursos e de outras cidades”.
Por último no que se refere a participação em disciplinas online os alunos desta faculdade tecem os seguintes comentários “ acredito que o aluno faça a Universidade! Adoro estudar! As disciplinas online deixam-me livre. Estudo todos os dias à hora que posso” (…) “ uma nova experiência que valeu muito a pena e que vou repetir no próximo semestre” (…) “ adorei a oportunidade de aprender de forma diferente: dinâmica independente” (…) “ penso que seria maravilhoso se as Universidades oferecessem mais matérias online, porque elas facilitam a nossa vida”.
Nesta pesquisa de opinião, segundo a avaliação dos alunos, vários são os aspectos que devem ser melhorados e que passo a referir, dificuldades de alguns alunos em aceder a internet; redução do tempo de resposta de alguns tutores para esclarecer dúvidas e corrigir as avaliações online; falta de tempo de alguns alunos para realizar as tarefas solicitadas pelas disciplinas online; falta de disciplina e organizações pessoais de alguns alunos para estudar de maneira autónoma e independente.
Ao longo deste trabalho foram destacados mais aspectos positivos do que negativos do e-learning, no entanto parece-me pertinente referir quatro aspectos que podem por em causa o e-learnig: resistências mentais à nova metedologia de aprendizagem, literacia tecnológica precária, acesso à Internet dispendioso, cursos que nem sempre vão de encontro aos interesses/expectativas dos formandos.
No e-learning tudo tem de estar bem estruturado sendo imprescindível estabelecer prazos para que o mesmo tenha êxito. Para que tal seja verificado, é fundamental, que a tutoria dê uma resposta efectiva às necessidades dos formandos ao nível da motivação, levantamento de problemas, discussão, autonomia e na dinâmica de grupo.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Educação á Distância
Esta aprendizagem veio permitir o acesso ao ensino/educação a indivíduos que não o faziam por não conseguirem conjugar as suas actividades profissionais com os horários do ensino presencial e centralizado.
Segundo R.Wallace relata no seu texto, que muitos avanços se têm feito neste método de ensino, mas muito há ainda para investigar.
São muitos os autores, que apresentam as suas teses baseadas em investigação, efectuadas com grupos de alunos diversificados, que frequentam cursos online.
O papel a desenvolver pelo aluno, será de autonomia, cooperação e colaboração que alguns têm dificuldade em aceitar facilmente essa mudança na forma de ensinar e aprender.
Aqui o professor tem o papel de mediador, acompanhando incentivando, tirando as dúvidas através de feedback construtivo, que vai ser factor determinante da qualidade do curso.
Moore caracteriza-a em função de duas variantes: o diálogo e a estrutura.
A distância transaccional depende do diálogo entre professor aluno, interacções já sugeridas por Moore.
Estas observações têm servido para medir distância transaccional, verificou-se que esta é directamente proporcional ao diálogo, mas inversamente proporcional à estrutura.
R.Wallace (2003)
Esta aprendizagem veio permitir o acesso ao ensino/educação a indivíduos que não o faziam por não conseguirem conjugar as suas actividades profissionais com os horários do ensino presencial e centralizado.
Segundo R.Wallace relata no seu texto, que muitos avanços se têm feito neste método de ensino, mas muito há ainda para investigar.
São muitos os autores, que apresentam as suas teses baseadas em investigação, efectuadas com grupos de alunos diversificados, que frequentam cursos online.
O papel a desenvolver pelo aluno, será de autonomia, cooperação e colaboração que alguns têm dificuldade em aceitar facilmente essa mudança na forma de ensinar e aprender.
Aqui o professor tem o papel de mediador, acompanhando incentivando, tirando as dúvidas através de feedback construtivo, que vai ser factor determinante da qualidade do curso.
Moore caracteriza-a em função de duas variantes: o diálogo e a estrutura.
A distância transaccional depende do diálogo entre professor aluno, interacções já sugeridas por Moore.
Estas observações têm servido para medir distância transaccional, verificou-se que esta é directamente proporcional ao diálogo, mas inversamente proporcional à estrutura.
R.Wallace (2003)
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